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Hoje, lá os EUA, estréia Agente Carter, mini-série que tem como personagem principal, bom, a Agente Carter (Hayley Atwell) do primeiro filme do Capitão América. Por aqui a série ainda não tem previsão de lançamento.

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O que eu gosto muito na Peggy Carter é o modo como ela evoluiu de interesse amoroso para protagonista de uma mini-série só dela. Desde o começo a personagem já era relativamente mais do que a namoradinha da vez, e foi um dos pontos mais altos do Capitão América – O Primeiro Vingador. A personagem fez tanto sucesso que a Marvel foi aumentando a participação da atriz e espalhando pequenas inserções pelo universo cinematográfico – e televisivo.

Aliás, mulheres como Agente Carter foram bastante reais. O site The Mary Sue fez um artigo muito interessante sobre essas anônimas que ajudaram nos esforços de guerra norte-americanos e recebem tão pouca visibilidade. Vale a leitura. Caso você não leia em inglês, dá um Google Translate que ajuda a quebrar o galho. 😉

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De muitas maneiras, e ao meu ver, Peggy é o termômetro para o quão grande é o interesse do público em geral com personagens femininas em filmes de super-heróis. De interesse amoroso à protagonista, Peggy (e Atwell) tem muito a agradecer aos fãs da personagem que fizeram campanha por mais participações, já que era uma personagem relativamente desconhecida para o grande público consumidor de adaptações de super-heróis. Eu mesma, que nunca fui muito adepta do Capitão América, sabia que ele tinha uma namoradinha durante a guerra, mas não sabia quem ela era.

Mas Peggy também é a primeira personagem feminina das grandes Editoras, nesta fase mais recente de adaptações, a ter uma série de televisão só para ela. Caramba, ela é a primeira personagem feminina a ter qualquer coisa só para ela! Daqui a alguns anos teremos Capitã Marvel e Mulher Maravilha, mas Peggy está também quebrando a barreira da televisão. E isso é muito legal.

Na DC, depois do merecido cancelamento do piloto da Mulher Maravilha, e desde que anunciaram The Flash, eu fiquei me perguntando qual seria a próxima série. Gotham me decepcionou bastante – num universo em que o Arqueiro Verde, o Flash e o Asa Noturna existem você não pode ter um Batman criança. Simples assim. Apesar de ficar animada com a possibilidade de aumento da representatividade, uma série só da Supergirl não é algo que me atrai. Mas é importante que se esteja discutindo essa possibilidade. E Peggy com certeza foi um elemento importante no modo como as editoras passaram a enxergar o público feminino.

A série também trás de volta alguns personagens velhos conhecidos - e parece prometer humor, que é sempre bem vindo.

Voltando à Agente Carter, quando vi o primeiro vídeo promocional fiquei um pouco decepcionada com a construção da narrativa em volta da personagem colocando uma meia calça e a arma na coxa. Sim, eu sei que é exatamente alí que vai a arma, mas essa apelação para um clima Femme Fatale me deixou com um pé atrás. Mas a personagem, e a trajetória dela, são tão legais que continuo esperando ansiosa o lançamento, especialemente por causa do clima Alias (a série de televisão com Jennifer Garner), que é uma das minhas séries favoritas da vida.
Agora é esperar e torcer que Peggy chute bundas com estilo, tridimensionalidade e muita ação. 😉
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