A edição número 45 de Batgirl, vai ser marcada pela celebração de um dos casamentos mais importantes da DC na questão da representação: Alysa, melhor amiga de Bárbara, e mulher trans, vai se casar com sua namorada, a ativista Jo!
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O primeira história da Batgirl pelas mãos de Cameron Stewart e sua equipe criativa, ao mesmo tempo que trouxe uma bem executada (mesmo que com um tom leve) discussão sobre revenge por, também sofreu críticas por tirar Bárbara do convívio diário de Alysa, BFF de Barbs e a primeira mulher trans com algum espaço dentro do universo DC, o que poderia ser um passo para trás na representatividade inserida por Gail Simone nas histórias da heroína. Alysa permaneceu morando em Gotham, enquanto Barbarar mudou-se para Burnside. Apesar de ter sua participação diminuída na história (o posto de BFF foi dado Frankie, roommate de Barbs, que adicionou mais um pouco de diversidade na história, já que ela é uma hacker, negra e portadora de distrofia muscular) Alysa fez algumas participações e ganhou até especulações de que ela eventualmente se tornaria uma vigilante/super-heroína!
Ao site MTV News, Cameron disse
É algo sobre o que nós conversamos desde que assumimos o quadrinho, mas não sabíamos se íamos ter uma chance de fazer porque tínhamos muito o que abordar no nosso primeiro arco que não tínhamos espaço para construir esse arco na nossa história. E nós não sabíamos se íamos ter sucesso e fazer mais do que 6 edições.
Barbs Tarr , desenhista da série, falou um pouco sobre a decisão de ter Alysa de vestido e Jo de terno:

Eu sabia que eu queria [o vestido] sofisticado, bonito e clássico, você sabe, como Alysia. (…) Por uma questão de interesse visual eu não queria que as duas meninas estivessem num vestido de casamento, e eu acho que a personalidade de Jo combinava com um terno. Eu pensei que era fofo. Eu fiz porque era fofo!

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Por que isso importa? Porque pessoas trans são constantemente apagadas da representação nos quadrinhos e esse apagamento na cultura pop é apenas um reflexo da nossa sociedade, que dificulta em tudo a vida dessas pessoas – inclusive quando elas vão se casar com suas (ou seus) companheiras e constituir uma fimília. É muito importante ver a DC dar esse passo. Dois anos atrás a editora recebeu uma saraivada de críticas por não permitir o casamento de Kate Kane (Batwoman) com sua companheira, alegando que todo e qualquer casamento estava fora de questão, independente da orientação sexual da personagem.
Alysa e Jo vão ficar fora das próximas edições por razões de Lua-de-Mel (<3) mas com uma grande reviravolta programada na revista para a edição 50, Alysa deve voltar e quem sabe assumir o seu especulado papel como vigilante. \o/
Agora é festejar esse passo é esperar que as adaptações para o cinema sejam tão acolhedoras e preocupadas com a representação quanto os quadrinhos vem demonstrando ser!
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