Semana passada eu joguei Uncharted 3: A Decepção de Drake. É, eu sei, eu sei. Eu sou a pessoa mais lerda para jogos que existem. Estou até hoje tentando começar Mass Effect de verdade, mas tenho medo de alienígenas e assim que os primeiros alienígenas empaladores de pessoas aparecem eu fico assustada, estressada e acabo desligando o jogo. Fora que eu não consigo não ser renegade. o/

Mas voltando ao Uncharted.

‘Sasdrogas de carinhas NUNCA MORREM.

Eu adoro a série, adoro jogos de tiros e aventura, Lara Croft ainda é a favorita, mas Drake tem seu charme. Uma das coisas que eu mas gosto em Uncharted é a música, puta trilha sonora foda. Só o “tanana nana na nanana na” do loading já é suficiente pra me deixar no clima do jogo, querendo achar umas relíquias, pular de alturas mortais e atirar com uma sniper nuns carinhas zoões.

No quesito representação feminina, Uncharted acerta de um jeito que poucos jogos (ou mesmo filmes, mas eu vou falar disso mais pro final da semana) acertam. Ao invés de simplesmente descartar as personagens femininas no final do jogo e trazer outras novas para o próximo, a série mantem as personagens das edições anteriores - e como ela acerta ao fazer isso com o par romântico de Drake, Elena Fischer.

Serião Drake que você não me contou dessas aranhas do horror?

Elena é uma jornalista tão dura na queda quanto Drake, e os dois se entendem de uma maneira muito legal. Ela não dá pra trás do perigo e é fonte de apoio para o protagonista quase tanto quanto Sully. A personagem não é descartável para o herói, ela ganha camadas de personalidade a cada jogo e, por mais que seu grande desenvolvimento seja através de seu relacionamento com Drake, você não sente que ela é inferior a ele. Além disso Elena não é sexualizada, ela é uma jornalista aventureira e está vestida de acordo com o trabalho que exerce.

Outra coisa que me fez pensar bastante enquanto eu jogava Uncharted 3 foi uma das locações do jogo, a Síria. A Síria tem sido notícia recentemente por causa da crise dos refugiados na Europa. Pra quem não sabe, a Síria passa por uma seca imensa desde 2009, com o Governo autoritário se virando contra a população que protestava pelo mal uso dos recursos hídricos do país (ALÔ ALCKIMIN). Essa onda de protestos foi respondida com uma violência absurda pelo governo e acabou gerando uma Guerra Civil que teve início em 2011.

Uncharted 3 foi lançado em Novembro de 2011.

No jogo a Síria ainda é apresentada como um lugar turístico. Uma das fortalezas que Drake precisa explorar para conseguir um artefato e resgatar seus amigos é um castelo turístico na Síria. Em 2011 ainda se vendia essa imagem de país turístico da Síria, mesmo já havendo refugiados fugindo de lá. Hoje, no entanto, não há mais como negar a crise humanitária pela qual o país passa, com tantas pessoas morrendo na tentativa de conseguir uma vida melhor do outro lado do mar. Vídeo Game é também um tipo estranho de livro da história da humanidade.

Foi legal conhecer um pouco mais sobre o passado de Drake e Sully, como eles se conheceram é porque Drake é Drake. Eu ainda não estou 100% convencida de que ele é mesmo descendente desse pirata doidão, mas tá valendo. Outra coisa que eu ainda não entendi é porque o jogo tem o subtítulo “Drake’s Deception”. Mas ok.

Mini Drake marotão.

Se por alguma razão você é tão atrasada quanto eu em jogos, vai jogar Uncharted 3 porque a história é divertida mesmo com as fases que existem única e exclusivamente para te dar mas oportunidades de atirar em pessoas, têm armas animais (Magnun e M-5 AMORES DA MINHA VIDA) e a ação é incrível! 😉

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