meaDurante a Comic Con eu passei por um monte de quadrinhos e fiquei muito pobre. Era tanta coisa legal no Artists’ Alley que ficava muito difícil manter a carteira dentro da mochila – foram quatro dias intensos. Ainda tem muita coisa para se falar e se fazer review – e já fazem dois meses. XD.

De lá eu trouxe Mayara e Annabelle, HQ Nacional escrita por Pablo Casado com desenhos de Talles Rodrigues.

mayara_annabelle_capa

Tem muita discussão sobre como adaptar o conteúdo sci-fi e fantasia para o Brasil, como fazer ele funcionar dentro de uma realidade nacional. Tem muito autor que, ao tentar adaptar super-heróis, bruxas e o sobrenatural, de maneira geral, falha porque ao invés de de fato tentar fazer a histórias e seus elementos fantásticos no nosso universo, parece apenas traduzir os nomes e as cidades, ignorando alguns contextos específicos da nossa cultura.

Mayara e Anabelle tira isso de letra.

tumblr_inline_nemrn6LXa71ssw44tNa história, as duas protagonistas são agentes da SECAF (Secretaria de Atividades Fora do Comum), um departamento para controlar, combater e previnir toda ameaça considerada, bom, fora do comum.

Mayara é a melhor funcionário da SECAF de São Paulo, mas depois de acusar o secretário local de ser um demônio, acaba transferida para a pacata (e termos de atividade demoníaca) Fortaleza. Lá ela conhece Anabelle, agente da SECAF local, bruxa, e que esta satisfatoriamente acostumada com a tranquilidade paranormal da cidade. Mas tudo está prestes a mudar.

Uma das coisas mais legais no relacionamento entre Mayara e Anabelle é que elas têm o mesmo clima de dupla de filmes de herói dos anos 80/90, e isso não muda só por elas serem mulheres. As piadinhas estão alí, com Anabelle tendo a língua solta e Mayara sendo a mulher de ação, e a dinâmica entre as duas é muito legal. Elas são alvo como Dennis Glover e Outro Cara em Máquina Mortífera, mas com demônios e em fortaleza.

Os desenhos são lindos, e as cores escolhidas criam um clima muito legal para a história. O roteiro é annabelledivertido, faz  o e se interessar pela história e pelo destino das personagens logo de cara. Em alguns momentos eu senti que a transição de tempo e espaço se perdeu um pouco, confundindo a leitura. Mas foram dois momentos, no máximo, e que não atrapalham a fluidez da história sendo contada.

Tanto a arte quanto o clima da história me lembra bastante a minha muita amada Lumberjanesrevista americana que eu já falei sobre um tempo atrás. Talvez seja o girl power que escoa das páginas, as personagens femininas que além de chutarem bundas são divertidas, a ação que funciona bem nos quadrinhos.  Na verdade, foi a semelhança estética com Lumberjanes que me chamou a atenção na CCXP.

A revista saiu pela Fictícia e pode ser comprada pela internet no site da própria editora, e eu achei na Livraria Cultura também!. E a compra mais que vale a pena!

Na minha revistinha diz que esse é o volume um, ente fico na espera pela continuação, acho que o quadrinhos tem muito potencial para uma longa série de histórias!

Quanto mais Mayara e Annabelle, melhor!

🙂

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