Hoje foi dia de Live na página de facebook do Collant, falamos sobre a falácia que é falar em fidelidade histórica para justificar a ausência e a violência contra minorias em universos fantásticos.

Nosso Roteirinho:

Representatividade e a falsa fidelidade histórica

  • O básico: Representatividade em histórias de ficção – Incluir personagens que fujam do homem padrão.
  • O que é o argumento da fidelidade histórica? Não faz sentido ter personagens diversos em histórias de fantasia porque “naquela época não era assim”.
  • Normalmente usado com histórias de fantasia medieval, que em tese devem algum tipo de fidelidade histórica com a história real do mundo.
  • Esse argumento NÃO COLA
  • Primeiro que achar que só tinha homem padrão “naquela época” é uma ideia errada

Sobre não existirem minorias etnicas na europa: Muçulmanos invadiram a Espanha e Portugual por volta de 700dC. Na época do Império Romano pessoas do Mediterrâneo circulavam a europa normalmente – e nem todos eram brancos. Depois do século 15 é sabido que haviam negros morando na europa, mas já encontraram restos mortais de um homem negro, datado do século 13, na inglaterra. A Europa nunca foi tão branca quanto a gente acha.

  • Segundo que “aquela época” não existiu
  • Terceiro MESMO QUE tenha qualquer “naquela época”, por que mudar pra colocar dragão pode mas pra representatividade não?

Magias, criaturas, raças diferentes

  • Autor tem liberdade para criar universo da forma que quiser, se não fizer sentido não é pela representatividade, mas porque o universo foi mal escrito

Dar exemplos de diferentes tipos de magia nos universos – Comparar GOT com DA

  • Aquela época não existiu, mas as pessoas consumindo esse conteúdo estão em uma época específica – não vivemos em uma bolha
  • Estereótipos são preguiçosos.
  • Visão conservadora pode afastar parte do público – Quinta temporada de GOT
  • Esse argumento da fidelidade é muito usado principalmente em duas situações: sexualização e violência – ambas colocam mulheres em posição de objeto.
  • Sexualização – “mulheres usam sedução como arma”, “elas gostam de ser assim”, “precisavam fazer isso para sobreviver” – Tudo fucking desculpinha.

The Witcher

sobre as mulheres: é interessante notar que adoram colocar as mulheres de maneira sexualizada, chutando o que? A fidelidade histórica. Tiveram épocas em que a mulher não podia nem mostrar o fucking canela, mas colocar mulheres seminuas pode. ¬¬

ISSO NÃO QUER DIZER QUE MULHER NENHUMA POSSA SER SEXY NUNCA MAIS NA VIDA!

  • Violência – “naquela época mulher passava por isso” ou ainda “é violento pra todo mundo” – mulheres protagonizam alguns dos episódios mais escrotos E pesos diferentes – Há uma diferença entre uma mulher ser estuprada e um cara perder a mão, a violência na mulher é por ela ser mulher, ao contrário do que acontece com o cara (exemplo GOT, The Witcher)
  • Outros exemplos: Mulheres que não lutam, princesas indefesas, só lutam quando são personagens do estereótipo “mulher fortona”, “a única mina que luta”

Exemplo Senhor dos Anéis, quase não tem minas ou qualquer pessoa fora do homem padrão. Isso é mais “normal” do que um mundo diverso?

  • Quando mulheres lutam, vão para classes mágicas – a curandeira, a bruxa sedutora.

Dragon Age Origins – mi disgurpa Bioware

  • Não é que esses personagens não possam existir, mas que tenha mais que um personagem só como “cota” – o problema não é o rosa, é que as meninas só possam escolher rosa.
  • O problema não é fazer um ambiente conservador, mas não fazer dessa forma só porque sim ou “fidelidade histórica”, que sirva como um tipo de crítica.
  • Se você aceita dragões, por que não personagens fora do homem padrão?

Mídias de exemplo: Game of Thrones, Dragon Age, The Witcher, Senhor dos Anéis

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