No último domingo, 11 de outubro, aconteceu a 15ª Jedicon São Paulo, evento organizado pelo Conselho Jedi São Paulo anualmente.

A Jedicon é, historicamente, um evento de fãs para fãs, ou seja, não é realizado com fins lucrativos, todo dinheiro arrecadado e patrocínio (a maioria em forma de brindes) é utilizado para a realização da festa em si.

O evento dugeraçõesra um dia e costuma atrair u m grande número de fãs da saga em busca de colecionáveis, exibir e ver cosplays, além de bate papos sobre o passado e futuro de uma série de filmes que carrega um amor muito grande de geração a geração.

Eu, como fã de carteirinha, amo/sou Star Wars desde que se falava Guerra nas estrelas, lá na década de oitenta, mas foi só na décima edição que me aventurei à minha primeira Jedicon.

O evento desse ano não teve nenhum artista internacionalmente renomado da saga, como em outras edições em que recebemos Antony daniels (C3PO) ou Jeremy Buloch (Boba Fett), mas ainda assim a festa divertiu e emocionou os fãs, desde veteranos (e não são poucos) quanto aqueles que foram pela primeira vez (felizmente também não são poucos). Calcula-se que das 10 da manhã, quando abriram-se os portões, até as 18, quando oficialmente se encerra o evento, circularam 3.000 pessoas na Fapcom, faculdade que recebeu o evento na Vila Mariana em São Paulo.

Mas chega de enrolação e vamos ao que teve de bom na #jediconsp2015.

Logo de cara, as 10 da manhã já havia uma fila enorme para entrar, neste caso para quem não havia comprado ingresso antecipado, que dá direito à tradicional camiseta ingresso. Todos ganhavam uma pulseira que dava direito à livre circulação e em seguida o pessoal do apoio recebia o quilo de alimento não perecível referente à meia entrada. Os alimentos arrecadados são tradição e são doados a instituições de caridade parceiras.

No saguão de entrada já era possível encontrar uma turba de fantasiados e não fantasiados disputando espaço nos estandes de colecionáveis, cadernos temáticos da Jandaia (quero todos *__*), camisetas e afins.

A faculdMini Vaderade que abrigou o evento tem uma boa estrutura de mobilidade com rampas de acesso, para que o público possa circular nos espaços que contam com DJ tocando um set de trilhas sonoras (Stormtroopers dançando por todos os lados), stands também de quadrinhos, livros e outras bugingangas que você olha e a única coisa que pensa é “shut up and take my money”.

Tivemos um espaço dedicado a jogos de tabuleiro, duas lanchonetes lotadas sempre, stand vendendo raspadinha, espaço para lutas de sabre para as crianças, e um auditório que eu acho que nunca viu tanta gente quanto nessa edição 😀

Começamos o ciclo de painéis falando do novo canônico de Star Wars, apresentado pelo administrador da Star Wars Wiki  em português. O assunto é muito importante para o fã que acompanha o universo expandido (composto de material que não faz parte da cronologia oficial, mas que era considerado pela Lucasfilm), mas como agora já foi dito que as histórias não serão aproveitadas para a nova trilogia, deixará de fazer parte do canônico #saudadesmarajade :(.

Dentro da categoria bate papo/palestra/painel (socorro) falaram também da série Star Wars Rebels, de como a mídia especializada está lidando com a expectativa dos novos filmes, a equipe do Blog do Judão conversou com os fãs sobre como será o mundo depois que a Força despertar e o grupo Star Wars Battlefront Brasil falou sobre o novo título da série Star Wars Battlefront (cujo Beta eu joguei, mas esse é assunto para outro post).

Eu senti muita falta de mulheres apresentando e falando nos bate papos. Este ano contamos com apenas uma, a Gabriela Franco, do Minas Nerds, que participou do bate papo com a equipe do Judão. Pelo menos nas Jedicon que participei, não me lembro de muitas mulheres palestrando ou em mesas de discussão.

Vejo sempre muitas mulheres fantasiadas, mulheres na equipe de apoio da organização, cuidando de tudo nos bastidores, mas sinto falta de mulheres sendo ouvidas pelo que sabem (e elas sabem) da saga. Aqui eu peco um pouco e já estabeleço o mea culpa: eu acompanho há anos a organização e já fiz parte da equipe de apoio, mas nunca questionei a falta de mulheres falando de conteúdo no palco. Espero fazer minha parte para cutucar essa ferida de agora em diante.

Inclusive, vale lembrar que, uma das pessoas que tornam a mágica possível é uma mulher, que por muitos é vista como a “primeira dama” do Conselho Jedi, mas, sinceramente? Não vejo a Jedicon acontecendo sem ela, nem os eventos, nem o Conselho em si (beijos Fabi, me liga!). Ela lá nos bastidores sendo mais um exemplo de “uma grande mulher por trás de um grande homem” :/ Os mais íntimos sabem o que ela faz, mas acho que todos deveriam saber #fabinopalco2016

Seguindo a tradição tivemos luta coreografada de sabres de luz com o  Blades Saber Team e o grupo The Dark Alliance (ambos tem várias mulheres na equipe weeeee!) e também atrações musicais, que neste ano pudemos contar com apresentação da banda Soundtrack Experience, o trabalho da turma do Piano and Roll, do Caio Gaona Geek Batera, e da Banda Marcial de Cubatão, que já participa pelo terceiro ano e leva o público ao delírio sempre, executando trilhas sonoras incríveis, não somente de Star Wars.

Ao final da apresentação da Banda Marcial rolou um pedido de casamento do Obi Wan Kenobi para a Mara Jade, eles se conheceram há três anos num evento do fã clube. A união foi abençoada pelo Vader e R2D2 trouxe a aliança ♥

Para fechar, o também tradicional concurso de fantasias, mas aqui tenho que abrir um adendo um pouco maior: os cosplayers são uma atração à parte na festa. As atrações são muitas, mas nada disso faria do ambiente uma coisa tão mágica sem os cosplayes e AS COSPLAYERS, porque sim, somos muitas (eu recentemente me incluo).

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Eu não tive como contar, mas visualmente falando, acho que se não empatamos em número com os homens, estamos muito próximas disso. Muitas mulheres, meninas, mães e filhas, amigas que se conheceram e fortaleceram amizade por conta do amor pela franquia. E mesmo assim ainda são questionadas se gostam mesmo do filme, se começaram a gostar por conta do namorado, e toda aquela baboseira que estamos cansadas de ouvir.”Ain, fala o nome dessa personagem pra eu saber se você é fã de verdade” zzzz…

Andando aleatoriamente pela Jedicon é possível notar que, se o mundo nerd não pertence aos homens, como muitos tentam reivindicar, o mundo de Star Wars muito menos. Nós estamos aqui desde sempre e ver as garotinhas fantasiadas de Leia, e Rey (alô representatividade) e a procura pelos bonecos da capitã Phasma (esgotados logo no início) é uma coisa muito linda e emociona a tia aqui.

Um abraço forte às clones e Stormtroopers, Sith, Jedi, Mandalorianas, Leias, Wookies, e outras mulheres que morreram de calor (e que calor), mas que deram vida às personagens e ao evento.

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