Dia feliz, sexta-feira de alegria para o mundo dos quadrinhos. A DC está, aparentemente, procurando uma diretora mulher para o filme da Mulher-Maravilha.

No The Mary Sue. Melhor Gif para essa notícia.

Em tão pouco tempo, quão longe nós já viemos, heim? Se um filme solo da Mulher-Maravilha era coisa de realidade alternativa há alguns meses atrás, afinal, é necessário muito cuidado já que a personagem é complicada (¬¬), hoje nós temos data marcada e, quem sabe, uma mulher dirigindo essa maravilha. <3

O The Mary Sue fez uma listinha linda de possíveis diretoras para o filme. Eu devo dizer que dos nomes na lista, Lana Wachowsky foi o que mais me chamou atenção, mas também é o menos possível de acontecer. Jennifer Yuh, diretora de Kung Fu Panda, também pode ser uma possibilidade muito bem vinda. Vou ficar aqui matutando quais outras diretoras eu ia amar segurando o laço da verdade dentro do set. 😉

Mas porque uma mulher dirigir o filme da Mulher Maravilha é algo assim tão incrível?

Bom, não são só as personagens femininas que sofrem com a falta de papéis no mundo do cinema/televisão/quadrinhos/games. As profissionais dessas áreas ainda estão em número muito reduzido, e se você comparar o número de diretoras/roteiristas de hollywood que possuem filmes lançado no mercado mainstream com os números masculinos. Fiu! Nós ainda somos uma parcela muito pequena. Num estudo recente, descobriu-se que nós somos, no mercado americano, apenas 27% da equipe criativa, distribuídas entre produtoras, diretoras, criadoras, editoras, diretoras de fotografia, etc. Esse é um número muito baixo, e quando se espalha ele por cada categoria a tendência é diminuir ainda mais.

Claro, sempre escutamos que se a parcela é pequena é porque as pessoas competentes já estão tomando a dianteira do trabalho – mas a gente sabe que isso não é verdade. Não são criadas oportunidades para que mulheres entrem nesse mercado, e oportunidades são sempre fechadas dentro do clube do bolinha pré-existente. Quebrar paradigmas é muito importante para alcançarmos um ideal igualitário em qualquer aspecto da nossa vida em sociedade.

Seja lá quem for a escolhida para a direção, ela não será a expoente, Lexi Alexander dirigiu o reboot de baixo orçamento Justiceiro: Zona de Guerra. Apesar do filme não ter alcançado grandes vôos, o trabalho dela é importante principalmente pelo tipo de personagem que assumiu. Justiceiro é um dos mais sangrentos e controversos da Marvel. Além dela, Petty Jenkins, diretora de Monster, esteve envolvida com Thor: O Mundo Sombrio, mas acabou saindo por “diferenças criativas”.

A DC já está fazendo lindeza com Ezra Miller, o primeiro ator abertamente gay a assumir o manto de super-herói – ele vai ser o Flash nos cinemas e vai ser lindo. Se esse rumor sobre a contratação de uma diretora para o filme da Mulher-Maravilha se confirmar, então a DC está dando mais um passo importante para alcançar mais público – e os nosso corações.

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Este uniforme ainda não me convenceu.

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